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O Codigo de Bandidos de 88


A constituição de 1988 é um estelionato institucional! Embora disfarçada em constituição "cidadã", contém uma série de armadilhas


"Este é o povo mais covarde, imbecil e subserviente do universo, campeão intergalático da idiotice", segundo o Professor Olavo de Carvalho (O Globo, 18/12/04).

O Mestre está certíssimo, como demonstra a vergonhosa submissão dos brasileiros ao código de bandidos apelidado de CONSTITUIÇÃO "cidadã" de 1988, promulgada por uma constituinte espúria que continha trezentos "picaretas", segundo Lula, que é do ramo.

Uma constituição de verdade tem como objetivo fundamental proteger a população contra o excesso de poder e do arbítrio do leviatã estatal. Para ser legítima, tem que ser elaborada, não pelos "cobradores" mas pelos "pagadores" de impostos, como aconteceu com a Magna Charta, de 1215, a primeira constituição da História.

A constituição de 1988 é um estelionato institucional! Embora disfarçada em constituição "cidadã", contém uma série de armadilhas objetivando, não a defender o povo, mas a conceder fantásticos privilégios aos cobradores de impostos, os donos do poder. Com sua "burrice intergalática", jornalistas, professores, cientistas sociais e até os medalhões "constitucionalistas" são incapazes de enxergar as diabólicas arapucas traiçoeiramente inseridas na Constituição.

Por exemplo, o direito de greve dos funcionários públicos. No setor privado a greve é um direito legítimo pois o patrão, não concordando com as pretensões dos grevistas, podem despedi-los e contratar outros. Restabelece-se, assim, o equilíbrio. No entanto, o direito de greve para funcionários que gozam da estabilidade é um disparate, pois concede-lhes um poder de barganha quase infinito.



















Pouco a pouco vão "conquistando" aumentos e regalias, e quem paga é o povo, é claro. Quanto mais recursos forem desviados para os donos do poder, menos dinheiro será aplicado nos setores produtivos. Resultado: menos riqueza, menos empregos, menor arrecadação... e maior tributação! Também evaporam as verbas que deveriam ser aplicadas em obras públicas. Quanto às estatais e aos bancos oficiais, em vez de distribuir dividendos aos acionistas, como antigamente, já desviaram centenas de bilhões de reais para os fundos de pensão, em meio a suspeitas cabeludas de todos os tipos de tramóias e de desvio de fundos.


Os privilégios dos marajás são ainda protegidos por outros truques igualmente indecorosos (invisíveis aos medalhões), como: "isonomia", "direito adquirido", "autonomia financeira", "paridade", "irredutibilidade do salário" e outras malandragens, à custa dos idiotas intergaláticos, que pagam a conta.

Por isso, nos órgãos públicos, os recursos são quase que inteiramente dissipados nas folhas de pagamento (salários e "penduricalhos mil"). O governo transformou-se em um mero órgão arrecadador de tributos para distribuí-los entre os amigos do rei que, cinicamente, sempre estão chorando que ganham pouco.

Já tivemos apagões e teremos outros, pois o País só investe no funcionalismo público e nos mensalões. Os recursos são furtados por meio das arapucas constitucionais, apesar da monstruosa carga tributária, a maior do mundo, que não pára de crescer.

Antes da prostituição de 1988, no governo civil-militar, a arrecadação de tributos devia ser cerca de seis vezes menor que hoje! Mesmo assim, como não havia a roubalheira constitucional de 1988, o País crescia a taxas de até quatorze por cento ao ano (hoje está encolhendo!). Grandes obras foram construídas: Ponte Rio Niterói, as maiores represas do mundo, como Itaipu, Tucuruí, Jupiá, São Simão, Sobradinho, Emborcação, Volta Grande e tantas outras, além das usinas nucleares, implantação da FIAT em Betim, dentre dezenas de outras indústrias, atraídas pelo INDI, Telemig, Ceasa, Camig, Corredores de Exportação, construção de quatro portos e recuperação de outros vinte, aumento da malha rodoviária de três para 45 mil quilômetros, duplicação da rodovia Rio-Juiz de Fora e da Via Dutra, rede ferroviária aumentada para 14 mil quilômetros, frota mercante quadruplicada, implantação do metrô em várias capitais, desenvolvimento da técnica de exploração de petróleo na plataforma continental, aumento assombroso da produção petróleo, implantação dos pólos petroquímicos de Cubatão e Camaçari, criação de 13 milhões de empregos, reorganização geral do País, com a criação do Banco Central, BNDS, Embrapa, Embratel, FGTS, IBDF, PAEG, SFH, ICM, IPI, ISS, PIS, PASEP, Proálcool, Eletrobrás, Nuclebrás, Embraer, impulso às indústrias naval, automobilística e bélica, Lei do Inquilinato, aumento de matrículas em cursos superiores, de 100 mil para 1,3 milhão, mais de dez milhões de vagas nos cursos primários, aumento de seis mil para 28 mil estabelecimentos de assistência sanitária, Crédito Educativo, Mobral, INFRAERO, CNPq, FINEP, CAPES, INPS, IAPAS, Dataprev, LBA, FUNABEM, INAMPS, FUNRURAL (beneficiando oito milhões de trabalhadores), programas de merenda escolar e alimentação do trabalhador, extensão do mar territorial de 12 para 200 milhas, criação das siderúrgicas Açominas e Mendes Júnior, etc. Como resultado, o País subiu da 48.ª para a 8.ª posição no ranking mundial das potências econômicas.

No entanto, enquanto o governo civil-militar reorganizava o País, depois do desastre de João Goulart e de sua quadrilha de comunas, os barbudos que hoje estão no poder dedicavam-se a assaltos, greves, seqüestros, guerrilhas, invasões, torturas e assassinatos. Seu ideal explícito era transformar o Brasil em uma colônia soviética. Hoje, no poder, continuam bandidos como sempre, mentindo, roubando, usando caixa dois, pagando mensalões, achacando empresários, até sob ameaça de revólver, desviando fundos de órgãos públicos e de fundos de pensão e, tudo indica, até executando "queimas de arquivo". Deviam receber uma bala na nuca, por traírem a Pátria, no entanto, utilizando a lei para seus sórdidos objetivos, estão furtando bilhões de reais da população indefesa, por meio das execráveis indenizações. Agora os bandidos furtam protegidos por leis promulgadas em causa própria, a começar da execrável constituição bandida de 1988. É o Estado de Direito, ao avesso!

O País parou de crescer pois, protegidos pelo estatuto de bandidos, os afilhados do poder, em vez de trabalhar para a população, dedicam-se exclusivamente a "conquistar" cada vez mais privilégios, à custa, evidentemente, dos trabalhadores de verdade do setor produtivo da economia. Assim, estamos escorregando no ranking das nações e já devemos estar no 14.º lugar. E a tendência é piorar, pois o desenvolvimento do País é o menor do mundo. Se houvesse continuação do governo de 1964 certamente o Brasil estaria hoje nos primeiros lugares do ranking das potências econômicas, inclusive com melhor distribuição de renda e menos miséria.

As conseqüências do esquema de roubalheira constitucional são trágicas. O governo precisa cada vez de mais dinheiro, para pagar os marajás e para comprar deputados, fora as roubalheiras de sempre. Muitos órgãos públicos, principalmente aqueles infectados pelo PT, não passam de lojas de vender alvarás. Para custear estas roubalheiras o governo é obrigado a pagar os maiores juros do mundo e a criar cada vez mais impostos, sufocando a economia, destruindo todo o trabalho de reestruturação do País pelo Governo civil-militar de 1964. Os juros altos atraem dólares especulativos, derrubando as cotações da moeda americana, prejudicando as exportações, incentivando importações e aumentando o desemprego. É o pior dos mundos.

Toda esta crise horrorosa que assola o país tem origem no código de bandidos de 1988, promulgada antes da derrocada do Império Soviético. Infelizmente, notícias do fracasso do socialismo ainda não chegaram à América Latrina, onde uma súcia de retardados ainda sonha em restabelecer a suposta glória do antigo Império Soviético, como Lula, Fidel Castro, Hugo Chávez, Néstor Kirschner, Evo Morales. Internamente, temos ainda praticamente toda a imprensa, professores, intelectuais, estudantes, operários, políticos, entoando loas à pior desgraça que já sucedeu na história universal: o comunismo!

A única saída consiste em jogar uma pá de cal na atual prostituição e promulgar outra constituição de verdade, elaborada não pelos "cobradores" mas pelos "pagadores" de impostos. Haverá choro e ranger de dentes, mas não existe outra saída. Exceto o Galeão.

Huascar Terra do Vale
Ensaísta e advogado. Dedica-se a estudos nas áreas da filosofia, história, arqueologia, linguística, semântica geral, psicologia, psicanálise, cosmogonia, cosmologia, etologia e sociobiologia. É colunista do site Mídia sem Máscara. É autor das obras "Hino à Liberdade" e "Tratado de Economia Profana". Entre seu material inédito, constam as obras "Sociedade da Desconfiança", "Trincheiras do Iluminismo", "A Treatise on Profane Religion", "The Twilight of Gods" e "Jesus, from Abraham to Marx".
Site: www.geocities.com/Athens/Aegean/5301




ENGENHARIA DA CONFUSÃO

O psicólogo russo Ivan Pavlov ( 1849 - 1936 ) demonstrou que a estimulação contraditória é a maneira mais rápida e eficiente de quebrar as defesas psicológicas de um indivíduo (ou de um punhado deles), reduzindo-o a um estado de credulidade devota no qual ele aceitará como naturais e certos os comandos mais absurdos, as opiniões mais incongruentes.

Isso funciona de maneira quase infalível, mesmo que os estímulos sejam de ordem puramente cognitiva e sem grande alarde emocional (frases contraditórias ditas numa seqüência camuflada, de modo a criar uma confusão subconsciente). Mas é claro que funciona muito mais se o sujeito for submetido ao impacto de emoções contraditórias fortes o bastante para criar rapidamente um estado de desconforto psicológico intolerável. Esse mesmo desconforto serve de camuflagem, pois a vítima não tem tempo de averiguar que a contradição vem da fonte, e não do seu próprio interior, de modo que ao estado de aflição vêm somar-se a culpa e a vergonha. A reação automática que se segue é a busca desesperada de um novo padrão de equilíbrio, isto é, de um sentimento mais abrangente que pareça comportar em si, numa síntese dialética, as duas emoções inicialmente vivenciadas como contraditórias, e que ao mesmo tempo possa aliviar o sentimento de vergonha que o indivíduo sente perante a fonte estimuladora, que a esta altura ele toma como seu observador crítico e seu juiz.

Se o leitor examinar com certa atenção o discurso esquerdista, verá que ele procura inspirar no público, ao mesmo tempo, o medo e a compaixão. Esta dupla de sentimentos não é contraditória em si, quando cada um deles se coloca num plano distinto, como acontece na tragédia grega, onde os espectadores sentem compaixão pelo herói e medo da engrenagem cósmica que o oprime. Mas, se o objeto de temor e de compaixão é o mesmo, você simplesmente não sabe como reagir e entra num estado de “dissonância cognitiva” (termo do psicólogo Leon Festinger), a um passo da atonia mental que predispõe à subserviência passiva.

Digo medo e compaixão, mas nunca de trata de emoções simples e unívocas, e sim de duas tramas emocionais complexas que prendem a vítima ao mesmo tempo, tornando-a incapaz de expressar verbalmente a situação e sufocando-a numa atmosfera turva de confusão e impotência.

Na política revolucionária, a estimulação contraditória toma a forma de ataques terroristas destinados a intimidar a população, acompanhados, simultaneamente, de intensas campanhas de sensibilização que mostram os sofrimentos dos revolucionários e da população pobre que eles nominalmente representam. As destruições de fazendas pelo MST são um exemplo nítido: a classe atacada fica paralisada entre dois blocos de sentimentos contraditórios – de um lado, o medo, a raiva, o impulso de reagir, de fugir ou de buscar proteção; de outro, a compaixão extorquida, a culpa, o impulso de pedir perdão ao agressor.

Não é coincidência que a primeira descrição científica desse mecanismo tenha sido obra de um eminente psicólogo russo: o emprego da estimulação contraditória já era uma tradição no movimento revolucionário quando Ivan Pavlov começou a investigar o assunto justamente nos anos em que se preparava a Revolução Russa. Seus estudos foram imediatamente absorvidos pela liderança comunista, que passou a utilizá-los para elevar a manipulação revolucionária da psique às alturas de uma técnica de engenharia social muito precisa e eficiente, capacitada para operações de grande porte com notável controle de resultados.

Nas últimas quatro décadas, com a passagem do movimento revolucionário da antiga estrutura hierárquica para a organização flexível em “redes” informais com imenso suporte financeiro, o uso da estimulação contraditória deixou de ser uma exclusividade dos partidos comunistas e se disseminou por toda sorte de organizações auxiliares – ONGs, empresas de mídia, organismos internacionais, entidades culturais -- cuja índole revolucionária não é declarada ex professo , o que torna o rastreamento da estratrégia unificada por trás de tudo um problema muito complexo, transcendendo o horizonte de consciência das lideranças empresariais e políticas usuais e requerendo o concurso de estudiosos especializados. Em geral, os liberais e conservadores estão formidavelmente desaparelhados para enfrentar a situação: esforçam-se para conquistar o público mediante argumentos lógicos em favor da democracia e da economia de mercado, quando o verdadeiro campo de batalha está situado muito abaixo disso, numa zona obscura de paixões irracionais administradas pelo adversário com todos os requintes da racionalidade e da ciência.

Em artigos vindouros ilustrarei o emprego da estimulação contraditória por vários “movimentos sociais”: feminista, gayzista, abortista, ateísta, ecológico, etc.

OLAVO DE CARVALHO


CUBA B.C.

A maioria do povo bananês crê piamente que Fidel libertou Cuba de algum monstro, pior acredita que seremos libertados do mesmo "mal" pela quadrilha que ele plantou e mantém no Planalto.Eu não quero ser libertado do monstro. Você quer, bananês?

For everyone who ignores what Cuba was before 1959 - thanks to the misrepresentation of the mainstream U.S. media and academia - take a look at this short documentary in English about Havana in the 1930s. Observe how the people look on the streets and how clean and well kept was the city. As a young republic with barely 30 years of independence from Spain, Cuba was progressing rapidly and did not have the aspect of a poverty-stricken underdeveloped country. If that the way it was in the 1930s, by 1958 Cuba’s development was even higher. The average living standard was third in the Americas.

The mainstream media and academia have told Castro’s version of Cuba’s past to deceive the American people and justify his regime. They have helped and abide a criminal totalitarian regime that killed thousands and sent about three million worldwide to exile. For example, how many Americans have been informed that since 1961, Castro’s Cuba has been selling the blood of executed political prisoners?

The Organization of American States Human Rights Commission on April 7 1967 reported, “On May 27, 1966, from six in the morning to nightfall political prisoners were executed continuously by firing squad in Havana’s La Cabana prison. One hundred and sixty-six men were executed that day and each had 5 pints of blood extracted prior to being shot.

“Extracting this amount of blood often produces cerebral anemia and unconsciousness so that many had to be carried to the execution wall on stretchers. The corpses were then transported by trucks to a mass grave in a cemetery outside the city of Marianao. On that day, the truck required seven trips to deliver all the corpses. On 13th Street in Havana’s Vedado district Soviet medical personnel have established a blood bank where this blood is transported and stored. This blood is sold at fifty U.S. dollars per pint to the Republic of North Viet Nam.”

This blood-for-profit operation was concocted by the brain of another benevolent icon of the mainstream media and academia in the U.S., Ernesto “Che” Guevara.

You can read this and more in Humberto Fontova’s book - ignored of course by the mainstream media and academia - Exposing The Real Che Guevara And The Useful Idiots Who Idolize Him, 2007, in the section Cuban Blood for Sale, page 77.

The mainstream media and academia because of their silence, refusal to tell the truth and cooperation with the Castro regime should be held accountable for the pain and suffering inflicted upon the Cuban population.

Take a few minutes and see for yourself what Castro had to work with when he took total control.

Agustin Blazquez, producer/director of the six documentary series COVERING CUBA


O Material acima me foi "gentilmente cedido" por MARTHA COLMENARES


SÓ O CAPITALISMO DERRUBA A MISÉRIA




























Por Aluízio Amorim

Não se iludam. O que está acontecendo na Bolívia é o início de uma convulsão que ocorrerá mais cedo e mais tarde em toda a América Latina.

Governos populistas fascistas ou comunistas e assemelhados são, a rigor, uma ucronia, ainda que perdurem como ocorreu na ex-União Soviética, na Alemanha Nazista, em Portugal, Espanha e em toda a América Latina nas décadas de 50 e 60. Cuba continua patinando nesse tipo de regime enquanto o charuto não apagar.

Retomando o que afirmei na linha inicial desta análise explico por que o continente corre o risco de entrar em convulsão social. Porque soluções populistas com a estatização da produção e dos serviços conduzem à estagnação econômica. O primeiro resultado disso é o aparecimento da escassez de gêneros alimentícios.

A história mostra que todos os governos que enveredaram pela estatização dos meios de produção só conseguiram se manter através de ditaduras violentas e com a sonegação dos direitos civis, dentre eles a liberdade de imprensa.

A América Latina da atualidade, tirante aqueles países afro-asiáticos que vivem ainda no tempo do boi e do arado, é o emblema do atraso, mormente por ter dado essa guinada extemporânea para o comuno-populismo. Se formos analisar a história política dos países, veremos que até hoje o capitalismo verdadeiro não foi exercitado por aqui no que tange à gestão da economia, enquanto que no âmbito da política a democracia liberal continua sendo estigmatizada, qualificada de “burguesa”.

A conjunção desses aspectos que estou enumerando rapidamente, já que isto demanda uma análise mais detida, mantém intocável o tipo de dominação tradicional que se expressa pelo patrimonialismo, isto é, a confusão entre as esferas pública e privada.

Por isso, a política latino-americana gravita em torno da disputa pelo controle do aparelho estatal, ou seja, a privatização pura e simples da esfera pública. O conceito de política, para efeito desta análise e de tantas quanto se faça em relação ao seu exercício, recolho de Max Weber e se resume na luta pelo poder ou pela manutenção do poder.

O que tipifica o Estado moderno é justamente a separação radical entre o que é público e o que é privado. Quando estes dois territórios se (con)fundem estamos vivendo num tipo de dominação patrimonialista.

Curiosamente, depois que todas as soluções totalitárias à esquerda e à direita do espectro político fracassaram, se é que ainda se possa utilizar esses dois conceitos com base na teoria política clássica, a América Latina fez meia-volta e retornou ao século passado, época em que Muro de Berlim desabou.

E o fez em busca de soluções para os problemas sociais que se avolumaram principalmente a partir dos anos 50 do século passado. Notem que são os mesmos problemas que deram origem às ditaduras de corte fascista no continente, inclusive no Brasil.

Essas disparidades sociais começaram a ganhar contornos mais dramáticos na medida em que a população do continente foi crescendo, de modo a criar uma grande massa marginalizada.

A origem dessa funesta realidade está exatamente na ausência de capitalismo, e não como querem os arautos do esquerdismo, que culpam o capitalismo pela miséria que grassa pelo território latino-americano.

Ora, é exatamente o contrário. A falta de capitalismo verdadeiro é que abre o espaço para o deletério patrimonialismo exercitado historicamente pelas elites e que agora se irradiou para toda a população, dando origem ao surgimento de governos populistas, de viés socialista, que se anunciam como salvadores dos pobres.

Para viabilizar suas promessas estão repetindo a estratégia patrimonialista das velhas elites. Entretanto, a distribuição de renda que prometem passa a depender do Estado e para isso a solução será sempre aumentar o seu tamanho a custa da expropriação dos meios de produção que conceituam pelo eufemismo de “políticas sociais”.

No caso da Bolívia, que é um país menor e de nítidas disparidades regionais, a tentativa de desmonte do sistema de produção capitalista para viabilizar uma espécie de “patrimonialismo popular”, chegou ao seu ponto máximo, porquanto os agentes econômicos não irão, de jeito nenhum, topar pagar o almoço grátis prometido pelo índio cocaleiro.

O retorno à democracia no continente, a estabilidade das moedas e o controle inflacionário, decorrem muito mais da imposição da ordem capitalista, agora turbinada pela globalização, do que de uma pretensa revolução social botocuda. As velhas elites dos coronéis foram aos poucos morrendo e seus sucessores começaram a entender que a prosperidade só acontece no jogo do livre mercado, balizado pela liberdade econômica e política.

O General golpista Hugo Banzer, com aquele seu quepe empinado e bigodinho fino descendo o sarrafo na bugrada já foi há muito substituído por jovens empreendedores que desejam produzir, vender e ganhar dinheiro.

Ao bater de frente com essa nova mentalidade que começa a surgir em todos os países e inclusive na própria Bolívia, Evo Morales será escorraçado, como qualquer tiranete que tente fazer o mesmo. Entretanto, não estamos livres da ameaça de severas convulsões, já que esses novos líderes populistas latinos conseguiram amealhar um grande apoio das massas populares extremamente ignorantes e presas fáceis dos discursos salvacionistas.

Além de imporem um avassalador atraso político e econômico aos seus países, esses comuno-fascistas deixarão atrás de si um rastro de sangue e destruição.

Tomara que eu esteja completamente errado.

http://aluizioamorim.blogspot.com




ÍDOLOS das MULTIDÕES


























"Um grupo humano se transforma numa multidão quando responde a uma sugestão em vez de a um raciocínio, a uma imagem em vez de a uma idéia, a uma afirmação em vez de a uma prova, à repetição de uma frase em vez de a argumentos, ao prestígio em vez de à competência."

Jean-François Revel não estava se referindo aos Estados Unidos quando escreveu essas palavras, nem à sua França, mas aos seres humanos em geral. Ele não estava com certeza se referindo a Barack Obama, de quem ele nunca deve ter ouvido falar, pois Revel morreu ano passado.

Para encontrar algo comparável às reações de euforia da multidão em relação à Obama, teríamos que retroceder às antigas imagens das multidões alemãs dos anos 1930, com sua bajulação ao führer, Adolf Hitler. Em retrospecto, podemos olhar para aquelas pessoas com compaixão, sabendo quantos delas foram levadas à morte pelo homem que idolatravam.

A exaltação do momento pode custar um alto preço no futuro. Em nenhuma outra situação isso é mais verdadeiro do que quando se vai escolher o líder de uma nação, que significa entregar a esse líder o destino de milhões hoje e de gerações ainda por nascer.

Um líder não tem de ser mau para levar um país a uma catástrofe. Inexperiência e incompetência podem criar resultados muito similares, talvez ainda mais rapidamente numa era nuclear, quando "um pequeno país" - como o senador Obama chamou o Irã - pode provocar uma catástrofe em qualquer lugar do mundo, se esse país for governado por fanáticos suicidas e se ele fornecer armas nucleares a terroristas que são também fanáticos suicidas.

Barack Obama é verdadeiramente um fenômeno de nosso tempo - um candidato presidencial que não consegue citar uma única realização em sua carreira, além de alavancá-la com retórica.

Ele tem uma resposta retórica para tudo. Quando falamos da ameaça do Irã, estamos nos engajando na "política do medo" segundo Obama, algo que nos distrai das "verdadeiras questões", tais como aumentar impostos e fazer benesses com o dinheiro dos outros.

Quem já estudou os anos que precederam a II Guerra Mundial fica impressionado com o número de pessoas e países que não conseguiram enxergar os preparativos de Adolf Hitler.

Mesmo Hitler telegrafando seus golpes, poucas pessoas pareciam perceber a mensagem. Livros sobre o período tinham títulos como "A tempestade se avoluma" e "Por que a Inglaterra adormeceu?".

Será que as futuras gerações ponderarão sobre por que adormecemos? Por que não conseguimos perceber a tempestade se avolumando no Irã, onde um dos maiores produtores de petróleo do mundo está construindo plantas nucleares - ostensivamente para gerar eletricidade, mas cujo óbvio propósito é produzir bombas atômicas.

Esse é um país cujo presidente tem ameaçado tirar do mapa um país vizinho. Alguém tem de desenhar?

Quando os terroristas colocarem as mãos nas armas nucleares, não haverá meios de deter os homens-bomba. Nós e nossos filhos estaremos permanentemente à mercê dos impiedosos.

E do que estamos falando? De políticas fiscais e aumento de gastos governamentais, da culpa das companhias petrolíferas e do salvamento das pessoas que jogam com arriscados empréstimos habitacionais e perdem.

Estamos falando sério? Somos incapazes de percepção adulta das coisas e de assumirmos a responsabilidade adulta que nos cabe?

Barack Obama, claro, tem sua resposta usual: conversar. A retórica parece ser sua resposta para tudo. Obama clama por uma diplomacia "agressiva" e por "duras" negociações com o Irã.

Esses adjetivos coloridos podem impressionar eleitores ingênuos, mas eles têm pouca chance de impressionar fanáticos que estão dispostos a se destruírem se, no processo, eles conseguirem nos destruir.

O que exatamente o senador Obama irá dizer ao Irã que ainda não foi dito? Que não queremos que eles desenvolvam armas nucleares? Isso já foi dito, de todas as formas possíveis. Se conversa funcionasse, já teria funcionado.

Ir às Nações Unidas? O que eles farão, exceto publicar alertas - e quando eles forem ignorados, publicar outros mais?

Mas o que tem Obama além de conversa - e multidões de adoradores?

Thomas Sowell

Publicado por Townhall.com
Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo.




Breve lição de sociologia


Olavo de Carvalho

Diário do Comércio (editorial), 15 de outubro de 2008



Émile Durkheim, o fundador da sociologia, ensinava que há um limite para a quota de anormalidade que a mente coletiva é capaz de perceber. Pode-se compreender isso em dois sentidos, simultâneos ou alternados:

I - Quando os padrões descem abaixo do limite, a sociedade automaticamente ajusta o seu foco de percepção para achar normal o que antes lhe parecia anormal, para aceitar como banal, corriqueiro e até desejável o que antes a assustava como inusitado e escandaloso.

II - Quando a anormalidade é excessiva, transcendendo os limites da quota admissível, ela tende a passar despercebida ou a ser simplesmente negada: o intolerável transfigura-se em inexistente.

Embora dificilmente corresponda a quantidades mensuráveis, a “constante de Durkheim”, como veio a ser chamada, revelou-se um instrumento analítico eficiente, sobretudo nos momentos de aceleração histórica, em que várias mudanças de padrão se sucedem e se encavalam no prazo de uma só geração, podendo ser observadas, digamos assim, com os olhos da cara.

Daniel Patrick Moynihan, Robert Bork e Charles Krauthammer empregaram-na inteligentemente para a explicação das vertiginosas transformações da moralidade americana desde os anos 60. Bork escrevia em 1996: “É altamente improvável que uma economia vigorosa possa ser sustentada por um ambiente de cultura enfraquecida, hedonística, particularmente quando essa cultura distorce os incentivos, rejeitando as realizações pessoais como critério para a distribuição de recompensas”. Doze anos depois, a idéia de que os empréstimos bancários não são um negócio entre partes responsáveis e sim um direito universal indiscriminado, garantido pelo governo e pela pressão das ONGs ativistas, deu no que deu. O fato de que os criadores do problema não se sintam nem um pouco responsáveis por ele, mas prefiram lançar a culpa justamente nos que tudo fizeram para evitá-lo, ilustra bem a descida do nível de exigência moral que veio junto com a queda do padrão de exigência para os tomadores de empréstimos.

Porém o mais interessante não é a aplicação do princípio para fins explicativos, e sim a sua utilização prática como arma política. Há mais de um século todos os movimentos interessados em impor modificações socioculturais contra as preferências da maioria evitam bater de frente com a opinião pública: tentam ludibriá-la por meio do uso astuto da “constante de Durkheim”, que todo ativista revolucionário de certo gabarito conhece de cor e salteado.

No sentido I, o princípio é aplicado por meio da pressão suave e contínua, rebaixando cuidadosamente, lentamente, progressivamente os níveis de exigência, primeiro no imaginário popular, por meio das artes e espetáculos, depois na esfera das idéias e dos valores educacionais, em seguida no campo do ativismo aberto que proclama as novidades mais aberrantes como direitos sagrados e por fim na esfera das leis, criminalizando os adversos e recalcitrantes, se ainda restarem alguns. Com uma constância quase infalível, nota-se que os autoproclamados conservadores se amoldam passivamente – às vezes confortavelmente – à mudança, sem perceber que sua nova identidade foi vestida neles desde fora como uma camisa-de-força por aqueles que mais os odeiam.

Na acepção II, a “constante de Durkheim” é usada para virar a sociedade de cabeça para baixo, da noite para o dia, sem encontrar qualquer resistência, por meio de mentiras e blefes tão colossais que a população instintivamente se recuse a acreditar que há algo de real por trás deles. As próprias vítimas do engodo reagem com veemência a qualquer tentativa de denunciá-lo, pois sentem que admitir a realidade da coisa seria uma humilhante confissão de idiotice. Para não sentir que foi feito de idiota, um povo aceita ser feito de idiota sem sentir, confirmando o velho ditado judeu: “O idiota não sente”. Foi assim que se montou na América Latina a maior organização revolucionária da história continental, o Foro de São Paulo, num ambiente em que todas as denúncias a respeito, por mais respaldadas em documentos e provas, eram ridicularizadas como sinais de loucura. E é assim que agora se está impingindo aos EUA um presidente sem nacionalidade comprovada, financiado por ladrões e associado por mil compromissos a grupos de terroristas e genocidas, enquanto seu próprio adversário maior o proclama “um homem decente, do qual não há nada a temer”.


Doutrinação Ideológica




































por Rodrigo Constantino
“O homem, como qualquer outro animal, é por natureza indolente; se nada o estimula, mal se dedica a pensar e se comporta guiado como um autômato.” (Albert Einstein)

Na última edição da revista Veja, a entrevista com a antropóloga Eunice Durham merece destaque. Ela constata um fato bastante conhecido, mas infelizmente muito ignorado no país: a péssima qualidade do nosso ensino se deve basicamente à péssima qualidade dos nossos professores. As universidades de pedagogia estão totalmente impregnadas de ideologia, e os aspirantes a professor são bombardeados com jargões de esquerda. Cria-se um ciclo vicioso e perverso, onde os professores não passam de papagaios de chavões ideológicos, doutrinando seus alunos da mesma forma.

Eu posso atestar isso por experiência própria. Minha filha, que completou apenas sete anos e, portanto, freqüenta o primeiro ano do ensino fundamental, teve que fazer uma pesquisa sobre Zumbi dos Palmares, por conta do feriado de cunho racista, o Dia da Consciência Negra. Eu sugeri que ela levasse a reportagem O Enigma de Zumbi, também da revista Veja, pois trata exatamente do assunto pedido, de uma forma menos convencional. Estudos mais recentes feitos por historiadores mostram que Zumbi, muito provavelmente, tinha escravos. Ou seja, ele lutava pela sua própria abolição, mas não pela de todos os escravos. Isso derruba o mito criado sobre sua pessoa, e faz todo o sentido, pois na época era comum os negros terem escravos também. Diga-se de passagem, a escravidão em alguns lugares da África durou até o século XXI, sendo uma das últimas regiões do mundo a abolir a escravidão.

Devemos constatar o fato infeliz de que a escravidão acompanhou a humanidade desde os primórdios. Cada povo conquistado acabava virando escravo do conquistador. O próprio termo slave vem de “eslavo”, porque os Vikings escravizaram os eslavos. A prática nefasta da escravidão terminou com a pressão exercida desde as idéias iluministas, com base no direito natural de Locke, abraçado pelos “pais fundadores” dos Estados Unidos. A Declaração de Independência escrita por Jefferson foi uma das principais armas contra a escravidão, usada pelos grandes abolicionistas. Mas resgatar esses fatos todos não interessa nada à agenda politicamente correta da esquerda, que tenta vender uma imagem distorcida da história, onde brancos malvados escravizaram os negros inocentes. A esquerda no fundo parece desejar a segregação em raças, alimentando o ódio por causa da cor. A própria bandeira das cotas raciais não passa de um racismo com o sinal invertido. Em vez de julgar indivíduos com base no caráter, como sonhava Martin Luther King Jr., acaba-se julgando justamente a cor da pele.

Mas voltando ao caso de minha filha, eis que sua professora simplesmente afirmou que a reportagem sobre Zumbi era falsa. Ponto. Nada mais foi dito, nenhum dado novo foi citado, nenhum argumento foi preciso. A professora se limitou ao apelo da autoridade, que se tratando de uma criança indefesa de sete anos, chega a ser uma crueldade. Não houve uma mínima preocupação em estimular a curiosidade nela, em despertar o desejo de buscar mais conhecimento, de querer a verdade. Não passou pela cabeça da professora que o pensamento crítico é fundamental, que as crianças devem aprender a pensar, e não a repetir dogmas. Provavelmente sem se dar conta, a professora repetiu a doutrinação ideológica que deve ter sofrido em sua faculdade. Zumbi não teve escravos. A reportagem, com base em vários estudos novos de diferentes historiadores, é falsa. Simples assim. Ela tem que ser falsa, pois, caso contrário, afeta todo o discurso politicamente correto da esquerda.

O caso não é isolado, tampouco novidade. Minha filha mesmo, na mesma escola, “aprendeu” no Dia do Índio que os índios eram bonzinhos, e que os brancos malvados acabaram com eles. Não obstante o fato de que nenhum desses professores vive numa oca, resta perguntar se eles já ouviram falar de Montezuma, ou de Ataualpa, ou então da prática comum de canibalismo entre os índios brasileiros. Arrancar coração de inocentes, muitas vezes crianças, para fazer oferenda aos deuses é ser “bonzinho”? Nem quero pensar o que é ser malvado para essa gente. Se até mesmo o genocida Fidel Castro é idolatrado por muitos deles... No fundo, a mentalidade de “bom selvagem”, herança maldita de Rousseau, dominou o pensamento dos “intelectuais”. Cortez e Pizarro podem ter sido cruéis, mas nada muito diferente do que seus inimigos indígenas. Por que vender a falsa imagem de que os índios eram “bonzinhos” e viviam no paraíso até que os homens brancos malvados estragaram tudo? Por que fazer isso com crianças indefesas, que carregam essas crenças com elas? Por que fechar suas mentes com dogmas, em vez de ensinar a pensar por conta própria, a buscar de forma independente e honesta a verdade? Isso sim é uma crueldade sem tamanho!

É importante salientar que minha filha estuda em colégio privado. Se isso ocorre com freqüência nas escolas privadas, imagine o que se passa no ensino público! A lente marxista filtra todos os fatos antes de chegar aos alunos. Estes não aprendem a pensar de forma crítica, mas sim a repetir dogmas. E ainda acusam os outros de alienação! A inversão da realidade sempre foi uma prática comum da propaganda socialista. Para piorar a situação, o governo tem poder demais sobre o ensino no país, e isso apenas reforça o ciclo vicioso, pois é do interesse dos que governam manter o povo na ignorância. Quem aprende a pensar por conta própria, a desenvolver um raciocínio verdadeiramente crítico, não costuma ser vítima fácil dos oportunistas de plantão, em busca de votos para concentrar mais poder. A inteligência crítica não combina com o populismo tupiniquim.

Essa contaminação ideológica no ensino não é monopólio nacional, ainda que a situação esteja muito grave no Brasil. Mas nos Estados Unidos mesmo ocorre algo parecido, e não é de espantar o fato de que o ensino caseiro tem crescido bastante nas últimas décadas. Os pais andam cansados de tanta ingerência estatal no ensino de seus filhos, de tanta doutrinação ideológica, que em vez de formar seres pensantes, deforma a mente dos indivíduos. Antes de pregar que a educação é a solução para todos os males do mundo, cada um deveria questionar qual educação. Pois educação não é panacéia, principalmente se for doutrinação ideológica, em vez de educação verdadeira. Diploma apenas não é educação nem aqui, nem em Cuba, onde até as prostitutas possuem um. Os pais precisam lutar contra esta tendência preocupante, caso não queiram ver seus filhos virando papagaios de dogmas marxistas.

Rodrigo Constantino
Economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças no IBMEC, trabalha no mercado financeiro desde 1997, como analista de empresas e depois administrador de portfolio. Autor de dois livros: Prisioneiros da Liberdade, e Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT, pela editora Soler. Está lançando o terceiro livro sobre as idéias de Ayn Rand, pela Documenta Histórica Editora. Membro fundador do Instituto Millenium. Articulista nos sites Diego Casagrande e Ratio pro Libertas, assim como para os Institutos Millenium e Liberal. Escreve para a Revista Voto-RS também. Possui um blog para a divulgação de seus artigos




BARRETOS 2009




















ANDRÉ VENDRAMI
do Agora - FSP


A festa do Peão de Boiadeiro transforma o mês de agosto em uma verdadeira balada para a cidade de Barretos (a 422 km de SP). O evento, considerado o maior do gênero na América Latina, é tão famoso que, desde janeiro, os hotéis da cidade começaram a receber pedidos de reserva.

Faltando menos de um mês para o início da 53ª edição da festa, que vai do dia 21 ao 31, o parque do Peão já se prepara para receber cerca de 800 mil visitantes.

O complexo montado possui cerca de 2 milhões de metros quadrados e abrigará mais de cem shows. As atrações vão reunir cantores famosos e artistas regionais. Ao todo, durante todo o mês de agosto, o evento vai gerar 5.000 empregos diretos e mais 20 mil indiretos.

A área VIP do parque dá aos visitantes o direito de curtir desde os rodeios até as apresentações. Também dá acesso a uma praça de alimentação própria, cadeiras nas arquibancadas e sanitários exclusivos. Os pagantes poderão, ainda, ir às baladas mais concorridas da festa. Para desfrutar dessas regalias, é preciso desembolsar R$ 500 (o preço pode chegar a R$ 700 com a proximidade do evento). É possível comprar entrada para apenas um dia. O preço varia entre R$ 70 e R$ 200.

É na feira comercial que acontece durante todo o evento que se tem uma idéia do que a festa significa para o mercado. Lá, é possível comprar de lembranças a caminhonetes importadas.

Tradicional reduto do melhor da música sertaneja e de artistas de sucesso, a festa do Peão de Boiadeiro de Barretos não deve decepcionar seu público neste ano. O evento contará com grandes nomes como Claudia Leitte e as duplas Victor & Leo, Bruno & Marrone e Zezé Di Camargo & Luciano.

A dupla sertaneja Fernando & Sorocaba se apresenta pela primeira vez em um dos palcos principais do evento. "A gente sempre desejou estar na maior festa do Peão. Estamos com o coração na mão. Barretos será um termômetro para medir a força da nossa dupla", conta, empolgado, Sorocaba.

"Trazer sempre novidades para o público é o nosso lema. No ano que vem, queremos uma atração internacional. Pensamos em trazer a cantora canadense Shania Twain", afirma Jerônimo Luiz Muzetti, presidente da organização festa

Atalho para a final

O vencedor do Barretos International Rodeo tem mais chances de ficar milionário nesta edição. Além de receber R$ 130 mil pela etapa brasileira, o campeão se classificará para a final do Professional Bull Riders, que acontece em Las Vegas (EUA), no mês de outubro.

O prêmio de melhor do mundo será de US$ 3 milhões. Até o ano passado, para chegar à última etapa era preciso ganhar também as etapas do circuito americano. Agora, Barretos é o passaporte direto.

A novidade faz parte das negociações para que o Brasil seja sede da Copa do Mundo de Rodeio em 2009. Neste ano, quem sedia é o México. Além das montarias em touro, o público poderá assistir a mais seis modalidades de provas, entre elas, a prova dos três tambores. No total, serão mais de 600 competidores.

Veja programação completa no site www.independentes.com.br/2008.




A Contra-Revolução de 1964

















A história da contra-revolução de 1964 é inteiramente deturpada pelos livros de doutrinação marxista adotados pelo Ministério da Educação. É apresentada como um golpe, ocultando a verdade que foi uma intervenção das Forças Armadas (um contra-golpe), cumprindo seu dever constitucional de defender a Pátria e as instituições contra um golpe em andamento para usurpar o poder e submetê-lo a uma nação estrangeira, a União Soviética.

Segundo Locke, o primeiro grande sábio iluminista, o governo é instituído entre os homens por uma concessão dos mesmos, e só em seu nome pode ser exercido, para que possa garantir aos cidadãos o desfrute da igualdade perante a lei, o direito de propriedade, a proteção da Justiça, a busca da felicidade. Sempre que, de qualquer forma, o governo proceder de maneira a prejudicar esses fins, é direito, é obrigação do povo, destituí-lo e implantar um novo governo que assegure a soberania e o interesse dos cidadãos.

Em 1964, quando os detentores do poder ameaçavam destruir nossas tradições, nossos costumes, nossa moral cristã herdada da civilização ocidental e submeter o País ao regime mais cruel, prepotente e espoliador de todos os tempos, o comunismo soviético, coube às forças armadas obedecer aos princípios iluministas e restaurar a ordem e a governabilidade, inaugurando um período ímpar de um governo sério e realizador.

O verdadeiro golpe estava em andamento pelo comunista Brizola (que se disfarça atualmente de socialista) e seu títere João Goulart, que pregava a insubordinação e a baderna. A idéia era fechar o congresso, instalar uma ditadura comunista satélite de Moscou e começar a matança. Brizola já estava treinando os “grupos dos onze”, no Uruguai, onde ele é latifundiário. As Forças Armadas, atendendo ao clamor popular, manifestado em passeatas de centenas de brasileiros, exigiram a intervenção das Forças Armadas, que foi realizado com muita competência, com o mínimo de emprego da força.

Na tentativa de deformar a história, os tais livros apresentam a foto do grande presidente Garrastazu Médici com a legenda mordaz: “o mais sanguinário de todos”, sem explicar que, exercitando seu poder de polícia, no cumprimento do dever, o governo foi obrigado a reprimir ações de bandidos, guerrilheiros, terroristas e traidores da pátria de vários tipos. Fê-lo até com excessiva moderação, em nossa opinião.

Esses livros não fazem justiça a respeito dos resultados da Contra Revolução de 1964 que, nas palavras da professora de história Nivalda Andrade, de Belo Horizonte, segundo publicação do Jornal do Grupo Inconfidência, em maio de 2002, foram:

Com a posse de Castelo Branco, já consolidado o movimento, é iniciado o trabalho para dotar o País de estruturas política, administrativa, jurídica, social e econômica. É restaurada a autoridade, reduzida a inflação, sem controle de preços, a pleno emprego. São criadas a Nuclebrás, Embratel, Eletrobrás, Telebrás, Embraer, Embrapa e Bacen. A rede asfáltica é ampliada de 3 mil para 45 mil quilômetros, a produção da Petrobrás salta de 75 mil para 750 mil barris/dia, diversos portos e ferrovias são construídos, as exportações aumentam vinte e cinco vezes, são construídas a ponte Rio-Niterói e as maiores usinas hidrelétricas do mundo. É implantado o Pró-Álcool e iniciada a integração da Amazônia.

São criados o FGTS, o PIS, o PASEP, o PAT, a merenda escolar, o INPS, o BNH. O FUNRURAL, beneficiando 8 milhões de trabalhadores rurais, é uma das maiores obras sociais do Século XX. Na educação, surgem dezenas de universidades, além do Crédito Educativo, do Projeto Rondon e do Mobral. As matrículas no ensino superior sobem de 100 mil em 1964 para 1,3 milhão em 1981. A pesquisa é estimulada e financiada. CNPq, FINEP, CAPES e cursos de mestrado e doutorado são incentivados. Crescem as indústrias aeronáuticas, navais, bélicas e automobilísticas. Usinas siderúrgicas são implantadas.

A História fará justiça ao FGTS, o PIS, o PASEP, o PAT, (1964/85) pelos grandes benefícios trazidos à Nação que, de quadragésima sétima passou a ser a oitava economia mundial, com o crescimento do PIB de 14% ao ano, jamais alcançado por qualquer outro governo. A principal conseqüência foi o legado deixado pelas Forças Armadas, que impediram por três vezes (1935, 1964 e início dos anos 70) a instalação de um regime socialista-marxista, garantindo assim a existência de um Brasil livre e democrático.

Para melhor entender o fenômeno “comunismo”, vamos passar em revista o desenvolvimento do ideal de liberdade, desde seus primórdios, há mais de dois milênios, para mostrar aquilo que os comunistas fazem mais questão de esconder: a liberdade como agente da riqueza, da civilização, do progresso e da justiça social. Antes, um pensamento primoroso de Álvaro Pedreira de Cerqueira, que demonstra que a doutrinação marxista não se confina ao ensino fundamental:

“Quem estudou em universidades públicas, especialmente economia ou outras ciências sociais, está com a cabeça tão cheia de entulho ideológico marxista, difundido conforme a doutrinação pregada pelo comunista italiano Antonio Gramsci nos anos 20 do século passado, que este entulho virou um monólito impenetrável no cérebro, por insidiosa lavagem cerebral. Tanto que é incapaz de reconhecer o monumental fracasso do socialismo e do comunismo, inspirados na falácia do marxismo. E não enxerga que o mercantilismo que domina as economias latino-americanas é em tudo irmão do socialismo, causa de nosso atraso e de nossa pobreza, que convive com brutal concentração de renda”.

Nota: Este é um capítulo do livro “Trincheiras do Iluminismo”, de Huáscar Terra do Valle, a respeito do gramscismo, a metamorfose atual do comunismo, que está em vias de assumir o poder no Brasil para iniciar sua tarefa de destruição social, política e econômica, como sempre tem feito em todos os países onde conquistou a hegemonia. Quem desejar o texto integral, solicitar ao autor.



Huáscar Terra do Valle


Hipocondria






















Hipocondria é o medo persistente de se ter uma doença séria. Uma pessoa com este distúrbio tende a interpretar sensações normais, funções corporais e sintomas leves como um sinal de uma doença grave. Por exemplo, uma pessoa pode temer que os sons normais da digestão, o fato de suar ou o aparecimento de uma marca na pele possam ser sinais de uma doença grave.

Uma pessoa com hipocondria pode mostrar-se especialmente interessada em um sistema ou um órgão em particular, como os sistemas cardiovascular ou digestivo. A confiança que a pessoa deposita em seu médico e até mesmo uma avaliação médica completa freqüentemente não acalmará seus medos. Ou, se os acalmar, outras preocupações podem emergir dias depois.

Geralmente, as pessoas com esta desordem não se tornam delirantes. Elas podem admitir a possibilidade de que seus medos até podem ser exagerados. Porém, elas só irão aceitar se lhe disserem que estão doentes, mas não que não há nada de errado com elas.

Em geral, de 4 a 5% dos pacientes na prática médica têm Hipocondria. Há uma tendência de ir de médico em médico para se tratar, procurando um que confirme a doença presumida. Porem, o paciente e os médicos acabam se sentindo frustrados ou rancorosos. A procura intensiva de doenças que às vezes não podem ser encontradas interfere com a vida da pessoa, atrapalhando-a nos cuidados que ela tem consigo mesma, acabando por desenvolver uma doença de verdade.

A Hipocondria é em alguns casos semelhante ao distúrbio obsessivo-compulsivo. A pessoa é obsessivamente preocupada com idéias de doença e se sente compelida a fazer coisas (coçar-se compulsivamente, marcar consultas obsessivamente) para acabar com a ansiedade que dela resulta.

Algumas pessoas com este distúrbio tiveram uma doença grave no passado, particularmente na infância. Os sintomas podem ficar mais intensos depois do evento estressante, por exemplo, a morte de uma pessoa amada. A Hipocondria pode acontecer em qualquer idade, tanto em homens como em mulheres. Freqüentemente a desordem começa no adulto jovem e pode durar muitos anos.

Embora estar doente seja incômodo, isto pode trazer benefícios, como a atenção e o cuidado dos familiares, amigos e médicos, e o alívio de responsabilidades. Às vezes, a Hipocondria é incentivada por estas vantagens, embora o indivíduo não esteja freqüentemente ciente desta motivação.

Menos freqüentemente, a pessoa está fingindo doença para buscar algum ganho secundário óbvio, como adquirir uma droga ou um benefício financeiro, ou evitando algum trabalho ou responsabilidade legal. Quando alguém busca tais vantagens conscientemente, o faz por má intenção. Na Hipocondria, o paciente não está fingindo, mas acredita que a doença é real. Ele verdadeiramente se sente doente.

Quadro Clínico

Os sintomas da Hipocondria incluem:

● Preocupação com ter doença grave

● Interpretação errônea dos sintomas de seu corpo

● Medo persistente de doença, apesar de ter confiança no médico

● Ausência de delírio (ilusões) ou de psicose

● Depressão clínica

Diagnóstico

O diagnóstico normalmente é suspeitado pelo clínico geral e é geralmente confirmado pelo psiquiatra ou psicólogo, embora o paciente muitas vezes se recuse a fazer tratamento psiquiátrico ou psicológico. O diagnóstico é baseado nas queixas clínicas da pessoa, em sua história médica e no exame físico feito pelo médico, além dos exames complementares. A desordem pode ser acompanhada de sintomas de ansiedade grave ou sintomas obsessivo-compulsivos. Medo e preocupações exageradas sobre doença podem aparecer como parte de outras desordens mentais, como as várias formas de depressão, esquizofrenia ou desordens de somatização.

Prevenção

Há nenhum modo conhecido de se prevenir esta desordem.

Tratamento

Como as pessoas com Hipocondria também podem ter depressão, ansiedade ou psicose, estas condições devem ser avaliadas e devem ser tratadas.

Os sintomas da Hipocondria podem ser aliviados por um antidepressivo até mesmo quando nenhuma outra doença psiquiátrica estiver presente. Os pesquisadores que têm acompanhado esta desordem encontraram semelhança com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), e que os tratamentos para o TOC, por exemplo, os inibidores específicos da recaptação de serotonina (IERSs) como a Fluoxetina (Prozac®) podem ajudar.

Atualmente, a terapia cognitiva comportamental tem se mostrado eficaz em ajudar as pessoas com Hipocondria. Os terapeutas ensinam aos pacientes a focalizar menos em seus sintomas e falar como a tensão, a ansiedade e a depressão podem aumentar seus sintomas. Eles explicam que as ações que eles normalmente tomam para normalmente aliviar a ansiedade tornam as coisas piores (coçar-se, informar-se demasiado sobre doenças, ficar peregrinando de médico em médico, etc.). Eles também ensinam a pessoa a se distrair e a desenvolver técnicas de relaxamento. Continua...




Homeschooling:



















uma alternativa constitucional à falência da Educação no Brasil

Se o Ministério da Educação estivesse submetido às mesmas regras de mercado que uma empresa, já teria falido há décadas. Fundado em 1930 e com o orçamento de vários bilhões de reais para 2008, o MEC conseguiu a façanha de produzir um dos piores sistemas educacionais do mundo. Nas avaliações internacionais, o Brasil sempre está entre os últimos lugares, mesmo quando os exames são realizados em alunos de escolas privadas, em tese, os melhores. E as tão badaladas universidades públicas? Em recente ranking mundial, nenhuma delas ficou entre as cem melhores.

Esses dados não são novidade. Pelo contrário, a opinião pública já está exausta de vê-los repetidos todos os anos. A novidade é a revolta de um casal contra esse estado de coisas. Eis, em síntese, sua história:

"Um casal de Timóteo (216 km de Belo Horizonte) luta na Justiça pelo direito de ensinar seus filhos em casa. Adeptos do 'homeschooling' (ensino domiciliar), movimento que reúne 1 milhão de adeptos só nos EUA, eles tiraram os filhos da escola há dois anos, o que é proibido pela legislação brasileira. Eles atribuem a decisão à má qualidade do ensino do país."[1]

Esse movimento (traduzido como "estudo em casa") existe há décadas em diversos países, como Estados Unidos, França, Reino Unido, Irlanda e Austrália. Não é apenas o baixo nível educacional que motiva os pais a educarem seus filhos em casa, mas também razões de ordem religiosa[2] – ambiente degradado das escolas para desenvolver o caráter, e oposição aos valores ensinados nas escolas – e, também, questões práticas, como dificuldades de deslocamento e falta de vagas em boas escolas.

É preciso ressaltar que a escola não é apenas um lugar em que se repassam informações, mas também onde são transmitidos todos os tipos de valores. Recente pesquisa indicou que a imensa maioria dos professores, de escolas públicas e privadas, considera como principal missão da escola a veiculação de ideologias (no jargão politicamente correto, "formar cidadãos") e não de informações. Esse conjunto de valores é, na maioria das vezes, bem diverso daqueles professados pelos pais.

Mais ainda: extensas pesquisas têm demonstrado que, na formação do caráter individual, os companheiros de infância são influências muito mais poderosas que os pais[3]. Nas escolas, os pais têm pouco ou nenhum controle sobre essas interações, que podem ser bastante desastrosas e traumáticas, como no caso do bullying[4], prática corriqueira entre os alunos.

Neste ponto, faz-se necessário responder o argumento utilizado de forma reiterada contra o homeschooling: essa forma de educar provoca o isolamento social, com sérios prejuízos psicológicos. Na verdade, há vasto material demonstrando exatamente o contrário: os educadores norte-americanos Raymond e Dorothy Moore unificaram os dados de mais de 8 mil pesquisas a respeito do assunto e chegaram a conclusões estarrecedoras. Eles apresentaram evidências de que a educação formal antes da faixa dos 8 aos

Continua...




PARANÓIA




















Paranóia é um termo utilizado por especialistas em saúde metal para descrever desconfiança ou suspeita altamente exagerada ou injustificada. A palavra é freqüentemente utilizada na conversação cotidiana, em geral em momentos de rancor e de forma incorreta. Simples desconfiança não é paranóia - especialmente se fundamentada em experiência passada ou em expectativas baseadas na experiência alheia.

A paranóia pode ser discreta e a pessoa afetada ser razoavelmente bem ajustada socialmente ou pode ser tão grave que o indivíduo se tora incapacitado. Às vezes o diagnóstico é difícil, já que muitos distúrbios psiquiátricos são acompanhados de alguma característica paranóide. As paranóias podem ser classificadas em três categorias principais: distúrbio paranóide de personalidade, distúrbio delirante paranóide e esquizofrenia paranóide.

Desconfiadas

A desconfiança permanente é um sinal inconfundível de paranóia. Pessoas com distúrbio paranóide de personalidade estão constantemente em guarda, por enxergarem o mundo como um lugar ameaçador. Tendem a confirmar suas expectativas, agarrando-se a mínimas evidências que confirmem suas suspeitas, e ignoram ou distorcem qualquer prova em contrário. Estão sempre alertas, procurando sinais de alguma ameaça.

Qualquer pessoa em uma situação nova — nos primeiros dias em um emprego ou iniciando um relacionamento, por exemplo — é cautelosa e de certa forma reservada, até sentir que seus temores são infundados. Pessoas com paranóia não conseguem abandonar seus temores. Continuam a esperar por armadilhas e duvidam da lealdade dos outros. No relacionamento pessoal ou no casamento, essa desconfiança pode apresentar-se sob a forma de ciúme patológico e infundado.

Hipersensíveis

Por estarem excessivamente alertas, as pessoas com distúrbio paranóide de personalidade percebem qualquer minúcia e podem ofender-se sem motivo. Em conseqüência, tendem a ser excessivamente defensivas e hostis. Quando cometem algum erro, não reconhecem a culpa, nem aceitam a mais leve crítica. Entretanto, são extremamente criticas em relação aos outros. Pode-se dizer que tais pessoas fazem “tempestade em copo d’água”.

Frias e Distantes

Além de serem polemistas e irredutíveis, as pessoas com distúrbio paranóide de personalidade têm dificuldade de manter vínculos afetivos. Parecem frias e evitam relacionamentos interpessoais. Orgulham-se de serem racionais e objetivas. Pessoas com uma perspectiva paranóide em relação à vida raramente procuram auxílio médico - não faz parte de sua natureza pedir ajuda. Profissionalmente podem atuar com competência. Pode procurar redutos sociais onde o estilo moralista e punitivo seja aceitável ou, até certo ponto, tolerável.


















Causas da Paranóia

Fatores Genéticos

Pouco se tem estudado sobre o papel da hereditariedade na paranóia. Pesquisadores observaram que famílias de pacientes paranóides não apresentam incidência de esquizofrenia ou depressão acima do normal. Entretanto, há evidências de que sintomas paranóides na esquizofrenia podem ter influência genética. Alguns estudos em gêmeos idênticos com esquizofrenia mostraram que, quando um dos gêmeos apresenta sintomas paranóides, geralmente o outro também os manifesta. Além disso, pesquisas recentes têm indicado que distúrbios paranóides são significativamente mais comuns em parentes de pessoas com esquizofrenia do que na população em geral. Ainda não se sabe se os distúrbios paranóides — ou a predisposição para apresentá-los — são hereditários ou não.

Fatores Bioquímicos

A descoberta de que a psicose (estado no qual o indivíduo perde o contato com a realidade) é tratável com drogas antipsicóticas tem levado os pesquisadores a procurar as origens de distúrbios mentais graves em anomalias químicas no cérebro. A pesquisa tem se tornado muito complexa à medida que se descobrem mais e mais substâncias químicas que transmitem mensagens de uma célula nervosa para outra - os neurotransmissores. Até agora, não se encontraram respostas definidas. Como nos estudos genéticos, também não houve estudos bioquímicos específicos em paranóia, a não ser como um subtipo de esquizofrenia. Há, no entanto, algumas evidências de que a esquizofrenia paranóide é bioquimicamente distinta das formas não-paranóides deste distúrbio.

O abuso de drogas como anfetaminas, cocaína, maryuana, PCP (“pó de anjo”), LSD ou outros estimulantes ou compostos “psicodélicos” pode produzir pensamentos ou comportamento paranóides, ou agravar os sintomas já existentes em pacientes com doença mental grave, como esquizofrenia. Pesquisadores estão estudando a ação bioquímica de tais drogas, a fim de compreender como elas produzem mudanças no comportamento, Isso poderá nos ajudar a aprender mais sobre a neuroquímica dos distúrbios paranóides.

“Stress”

Alguns especialistas acreditam que a paranóia pode ser uma reação a altos níveis de “stress”. Reforçando essa opinião, há evidência de que a paranóia incide mais entre imigrantes, prisioneiros de guerra e outras pessoas submetidas a altos níveis de “stress”. Há pessoas que apresentam uma forma aguda de paranóia, quando submetidas a uma situação nova e altamente estressante, com delírios que se desenvolvem em um curto espaço de tempo e duram apenas alguns meses.

Alguns estudos demonstram que a paranóia tem ocorrido com maior freqüência no século XX. A relação entre o “stress” e a paranóia não exclui, é claro, outros fatores causais. Um defeito genético, uma anomalia cerebral, um distúrbio no processamento de informações — ou todos os três fatores — poderiam predispor uma pessoa á paranóia; o “stress” poderia simplesmente atuar como fator desencadeante.

Mais




ALZHEIMER













A Doença de Alzheimer, também conhecida como demência senil tipo Alzheimer, é a mais comum patologia que cursa com demência. E o que vem a ser demência? Popularmente, conhecida como esclerose ou caduquice, a demência apresenta como características principais: problemas de memória, perdas de habilidades motoras (vestir-se, cozinhar, dirigir carro, lidar com dinheiro…), problemas de comportamento e confusão mental.

Quando falamos que as demências estão constituindo um sério problema de saúde pública em todo o mundo, temos que mostrar em números o que isto representa. Hoje temos, no mundo, 18 milhões de idosos com demência, sendo 61% deles em países do terceiro mundo. Daqui a 25 anos terão 34 milhões de idosos nesta situação e a grande maioria (71%), nos países mais pobres! No Brasil, temos atualmente 1,2 milhões de idosos, aproximadamente, com algum grau de demência.

Existem várias teorias que procuram explicar a causa da doença de Alzheimer, mas nenhuma delas está provada. Destacamos:

1- IDADE: quanto mais avançada a idade, maior a porcentagem de idosos com demência. Aos 65 anos, a cifra é de 2-3% dos idosos, chegando à 40%, quando se chega acima de 85-90 anos!
2- IDADE MATERNA: filhos que nasceram de mães com mais de 40 anos, podem ter mais tendência à problemas demenciais na terceira idade.
3- HERANÇA GENÉTICA: já se aceita, mais concretamente, que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares).
4- TRAUMATISMO CRANIANO: nota-se que idosos que sofreram traumatismos cranianos mais sérios, podem futuramente desenvolver demência. Não está provado.
5- ESCOLARIDADE: talvez, uma das razões do grande crescimento das demências, nos países mais pobres. O nível de escolaridade pode influir na tendência a ter Alzheimer.
6- TEORIA TÓXICA: principalmente pela contaminação pelo alumínio. Nada provado.


Quais sãos os sintomas? No começo são os pequenos esquecimentos, normalmente aceito pelos familiares como parte normal do envelhecimento, mas que vão agravando-se gradualmente. Os idosos tornam-se confusos, e por vezes, ficam agressivos, passam a apresentar distúrbios de comportamento e terminam por não reconhecer os próprios familiares.
À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes dos familiares e cuidadores, quando precisam de ajuda para se locomover, têm dificuldades para se comunicarem, e passam a necessitar de supervisão integral para suas atividades comuns de vida diária (AVD), até mesmo as mais elementares, tais como alimentação, higiene, vestir-se…

Reconhecemos três fases na evolução da doença de Alzheimer, onde os idosos manifestam determinadas características comuns:

FASE INICIAL:

DISTRAÇÃO
DIFICULDADE DE LEMBRAR NOMES E PALAVRAS
ESQUECIMENTO CRESCENTE
DIFICULDADE PARA APRENDER NOVAS INFORMAÇÕES
DESORIENTAÇÃO EM AMBIENTES FAMILIARES
LAPSOS PEQUENOS, MAS NÃO CARACTERÍSTICOS DE JULGAMENTO E COMPORTAMENTO
REDUÇÃO DAS ATIVIDADES SOCIAIS DENTRO E FORA DE CASA
FASE INTERMEDIÁRIA

PERDA MARCANTE DA MEMÓRIA E DA ATIVIDADE COGNITIVA
DETERIORAÇÃO DAS HABILIDADES VERBAIS, DIMINUIÇÃO DO CONTEÚDO E DA VARIAÇÃO DA FALA
APRESENTA MAIS ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO: FRUSTRAÇÃO, IMPACIÊNCIA, INQUIETAÇÃO, AGRESSÃO VERBAL E FÍSICA
ALUCINAÇÕES E DELÍRIOS
INCAPACIDADE PARA CONVÍVIO SOCIAL AUTÔNOMO
PERDE-SE COM FACILIDADE, TENDÊNCIA A FUGIR OU PERAMBULAR PELA CASA
INICIA PERDA DO CONTROLE DA BEXIGA
FASE AVANÇADA

A FALA TORNA-SE MONOSSILÁBICA E, MAIS TARDE, DESAPARECE
CONTINUA DELIRANDO
TRANSTORNOS EMOCIONAIS E DE COMPORTAMENTO
PERDA DO CONTROLE DA BEXIGA E DO INTESTINO
PIORA DA MARCHA, TENDENDO A FICAR MAIS ASSENTADO OU NO LEITO
ENRIGECIMENTO DAS ARTICULAÇÕES
DIFICULDADE PARA ENGOLIR ALIMENTOS, EVOLUINDO PARA USO DE SONDA ENTERAL OU GASTROSTOMIA (SONDA DO ESTÔMAGO)
MORTE.
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CREPÚSCULO DOS DEUSES



Ao contrário do muita gente pensa, o fundador do moderno comunismo não foi Marx nem Engels, mas o jornalista e filósofo Moses Hess (1812-1875), judeu alemão, o primeiro dentre os “Jovens Hegelianos” a declarar-se comunista, no início do Seculo XIX. Foi ele quem converteu ao comunismo tanto Marx quanto Engels, futuros autores do Manifesto Comunismo, o livro que iria incendiar o mundo com guerras e revoluções sanguinárias, corromper a civilização ocidental, arruinar dezenas de nações e assassinar covardemente mais de cem milhões de pessoas.
Entretanto, antes de conhecer Hess, importantes eventos aconteceram nas vidas de Marx e Engels. Acreditem ou não, ambos, antes de se tornarem arautos do suposto ateísmo comunista, eram cristãos fervorosos. Até mesmo beatos! Vejam este texto do jovem Marx, extraído de seu artigo “A união do fiel com Cristo”: “Pelo amor de Cristo, dirigimos nosso coração para nossos irmãos que são intimamente ligados a nós, a quem Ele deu-se a Si mesmo em sacrifício. A união com Cristo proporciona dignidade interior, conforto na tristeza, confiança serena e um coração sensível ao amor humano, a tudo que seja nobre e grande, não por ambição e glória, mas somente por amor a Cristo!” Inacreditável! Engels, muito antes de conhecer Marx, também escreveu textos com a mesma beatice.
Contudo, mesmo antes de graduar-se em filosofia na Universidade de Jena, uma instituição de segunda linha, algo misterioso aconteceu com Marx, algo que podemos apenas adivinhar, segundo demonstra o Pastor Richard Wumbrand (que foi quatorze anos prisioneiro dos comunistas), em seu brilhante livro: “Marx and Satan”.
Este acontecimento influenciou Marx de tal modo que mudou completamente sua atitude em relação à divindade. Em vez de amar a Deus, passou a odiá-lo. Sua tese de formatura foi: “Em verdade todos os deuses eu odeio”. A única explicação é que, nesse interregno, Marx tomou contato com o satanismo (adoração do diabo e rejeição do Deus cristão) e é certo que ele tenha até participado de missas negras.
A missa negra é um ritual macabro parodiando a missa católica, representando uma rejeição total aos valores judeo-cristãos ocidentais—adorando o demônio, e não a Deus. A cruz é exibida de cabeça para baixo, os “sacerdotes” vestem vestes negras, com o pentagrama vermelho no peito (estrela de cinco pontas), com a cara de um bode, tradicional símbolo do demônio. O Pai Nosso é rezado de trás para diante, o batismo é realizado com água suja e a hóstia sagrada é profanada. Uma bíblia é queimada e os participantes comprometem-se a praticar todos os sete pecados capitais. No altar da missa negra usa-se uma mulher despida e, freqüentemente, o ritual culmina com orgias sexuais e sacrifício humano, principalmente de crianças. O famoso Barão de Gilles (1404/1440), foi condenado por ter sacrificado cerca de cento e quarenta crianças em missas negras e temos casos recentes de missas negras, com sacrifícios de crianças, mesmo no Brasil.
Depois de convertido ao satanismo, Marx fez declarações como estas: “Meu ‘Santo dos Santos’ (local sagrado do Templo de Salomão, onde residia Jeová) despedaçou-se, e novos deuses tiveram que ser entronizados”, ou: “Eu quero vingar-me daquele que reina lá de cima”, e ainda “Minha alma, antes fiel a Deus, agora está condenada ao inferno”.
Não há dúvida que Marx participou de missas negras, com sacrifícios humanos. Apesar da conhecida competência dos comunistas em ocultar fatos comprometedores como este, podemos encontrar em nada menos que na confiável Enciclopédia Britannica a surpreendente revelação que o pai de Marx era contra seu casamento com Jenny von Westphalen, em 1843, pois receava que Marx a sacrificasse ao demônio que o havia possuído (palavras de seu pai—confira no verbete”: “Marx and Marxism, Life and works of Marx, Early Years”).
Foi então que Marx conheceu Moses Hess, o satanista que primeiro havia realizado a transição para o comunismo. Por meio de Hess, Marx e Engels também perceberam que o comunismo não passava de uma fachada mais palatável para o satanismo, pois compartilhava com este a total rejeição dos valores ocidentais, que Marx passou a odiar.
Refletindo os valores invertidos do satanismo, Marx e, depois, Lênin, definiram os padrões de comportamento dos comunistas, na luta para conseguir o poder e começar a matança de sempre: mentir sempre, praticar a desinformação e a lavagem cerebral, promover greves, passeatas, badernas (PT e CUT), invadir propriedades (MST), tomar o poder pela violência e pelo terror, seqüestrar, assaltar, assassinar (como fizeram, no Brasil, nos anos 70, os “anistiados” de hoje), conquistar os idiotas úteis (padres católicos, estudantes, intelectuais, artistas, sindicalistas), fazer alianças espúrias (como com o PL, PMDB, e com políticos fisiologistas, como Quércia, Requião, Maluf), entregar-se à corrupção escancarada (como as tais indenizações milionárias aos antigos assaltantes, seqüestradores e assassinos).
De acordo com o código satanista dos comunistas, cujo representante máximo, no Brasil, é o PT, com seu braço sindical, a CUT, e seu braço terrorista, o MST, vale tudo, desde que promova a conquista do poder. Para a nova ética, ou melhor, a nova falta de ética, é “bom” tudo que seja bom para o partido e “ruim” tudo aquilo que for ruim para o partido. O caso Daniel, Waldomiro, o escândalo do ganhafanhotos, são típicos do procedimento comunista, próprio do PT, que não se declara comunista, pois mentir é sua natureza. Os comunas prometem justiça social e paz, no entanto, todos os regimes comunistas só trouxeram guerras, genocídio e o mais cruel totalitarismo.
Existem outras evidências do satanismo comunista. O maior ícone comunista de todos os tempos, Stálin, foi classificado como a encarnação do demônio, por ninguém menos que Bukharin, seu aliado por muitos anos (depois fuzilado, em 1937, por ordens do monstro, acusado de “trotskismo”).
A história confirma a perversidade de Stálin. Ainda jovem, assassinou seu pai biológico, um rico fazendeiro (foi criado por um sapateiro beberrão) e causou o suicídio de sua namorada, Galina, pois queria que ela se prostituísse para conseguir fundos para o partido. Sua esposa, Nadezhda Alliluyeva, também suicidou-se e sua filha, Alliluyeva, fugiu para os Estados Unidos. Além de mandar sessenta e seis milhões de trabalhadores para os campos de trabalhos forçados, segundo Solzhenytsen (Arquipélado Gulag), Stálin foi responsável pela tortura e assassinato de mais de sessenta milhões de compatriotas, incluindo todos seus antigos aliados, conforme Viktor Suvorov, ex-oficial do Exército Soviético, autor de “Inside the Soviet Army”. Era o demônio em pessoa—o maior serial killer da história! No entanto, seus vastos bigodes são objeto de adoração em células comunistas pelo mundo afora.
E os petistas, especialmente os de hoje, serão satanistas? Claro que sim, e não o escondem, adotando como logotipo a estrela vermelha de cinco pontas (que foi até entronizada no jardim do Palácio do Planalto), símbolo de Belzebu, utilizado nas missas negras (duas pontas representam os chifres do “bode”, outras duas pontas as orelhas e a última, a barbicha). Quem duvide, que venha a Belo Horizonte contemplar o altar que a administração petista fez para o demônio, na trincheira da Avenida Santa Rosa com Antônio Carlos. Consta ainda que certos petistas de Brasília participam de certos rituais secretos. Serão missas negras?
Tudo é falso no comunismo, que constitui, sem dúvida, a maior farsa do século passado. Talvez sua maior mentira seja a afirmação de que sejam ateus e materialistas. Se os comunistas fossem realmente ateus, teriam tolerância para outros credos. Os verdadeiros ateus não se preocupam com a crença alheia, da mesma maneira que não se incomodam se alguém acredita ou não em Papai Noel.
Os comunistas, no entanto, quando assumem o poder, fecham igrejas e assassinam sacerdotes. Só na Espanha mataram quatro mil padres, ao tomar o poder, nos anos trinta. Na União Soviética, a escritora Tania Khodkevitch foi condenada a dez anos de trabalhos forçados, nos gulags, só porque disse: “Na União Soviética é permitido orar, contando que só Deus ouça nossas preces” (Arquipélago Gulag, Solzhenitsyn).
O papa Pio XII sabia disso. Tanto assim que, em 1949, emitiu uma solene proclamação no sentido que todos aqueles que, de qualquer maneira, ajudassem o comunismo, seriam automaticamente excomungados. Como o papa é infalível, em questões religiosas, podemos antever o tempo em que encontrar-se-ão no inferno ninguém menos que frei Betto, Leonardo Boff, Dom Hélder Câmara, Dom Evaristo Arns, Dom Balduíno, os componentes das Comunidades Eclesiais de Base e da CNBB, além de milhares de padres e bispos católicos que, embora inocentemente, têm ajudado a causa comunista no Brasil. Podemos até incluir o Papa João Paulo II que, sabendo que a igreja católica brasileira transformou-se em agente da canalha comunista, nada fez de efetivo para evitá-lo. Vai ser uma festa!
Porém, se os comunistas não são ateístas, devem acreditar em um Deus, mesmo que não o confessem. Qual é o deus dos comunistas? Com extraordinária lucidez o pastor Wurmbrand concluiu que, ao negarem e odiarem o Deus cristão, os comunistas confessam acreditar em outro Deus que, sem a menor sombra de dúvida, para eles, só pode ser o... DIABO!
Huascar Terra do Valle




Comunista come criancinhas


























De onde saiu a frase "Comunista come criancinhas"

Pois a muito que ouvimos a frase "Comunista come criancinhas".

Na verdade a frase tem fundamento histórico datada da década de 30 na extinta União Soviética.

É bom lembrar, quem divulga essa frase com sabor de deboche são os próprios comunistas, dando a entender que eles são inofensivos vitimas de calunias.

Agora acompanhe esse artigo que segue de Abel Morais, você descobrirá por que desta frase.

Um caso de barbárie soviética
- Desumanidade e descivilização na Rússia dos anos 30
Na Primavera de 1933 são desembarcadas cerca de cinco mil pessoas numa ilha perdida do rio Ob, na Sibéria Ocidental. A ilha é a de Nazino e destes cinco mil deportados, dois terços acabarão por perecer de fome, frio, doença, alguns vítimas de canibalismo.

Escassa percentagem do total de deportados nesse ano em toda a União Soviética, o destino trágico dos abandonados de Nazino interessou Nicolas Werth como exemplo da lógica do regime e dos seus objectivos de política geral. Considerado hoje um dos principais investigadores franceses do período soviético da história russa, o autor de L’Ile des Cannibales demonstra a fragilidade do regime, sentida a partir da liderança, a inadequação das suas políticas, os erros derivados dos «entusiasmos» de dirigentes locais e forças de segurança, o irrealismo das opções feitas no Kremlin, a obsessão com a consolidação do poder e o controlo da realidade social.

As páginas desta obra de Werth (um dos co-autores de Le Livre Noir du Communisme) concentram-se num dos períodos decisivos de confirmação do regime soviético, que acelera nesta época – início dos anos 30 – a erradicação dos camponeses proprietários, ao mesmo tempo que principia a limpeza política e social dos grandes centros urbanos destinados a transformarem-se «em montras do socialismo», como referem os textos oficiais. Processos que vão culminar numa repressão arbitrária e cega, assente numa lógica de desumanização que transformou anónimos russos em opositores políticos – reais ou imaginados – e, de seguida, em bandos armados combatendo para sobreviver, ainda que ingloriamente.

O palco destes combates vai ser a Sibéria, o extremo oriental da URSS, para onde são deportados em massa todos aqueles que o regime define como «elementos sem classe e socialmente indesejáveis». Forçados a organizar-se em grupos de guerrilha, conseguem por vezes resistir anos a fio, saqueando unidades agrícolas e enfrentando as forças da ordem soviética na região.

Primeiro investigador ocidental a consultar a documentação da comissão de inquérito que investigou na época o sucedido em Nazino, o autor refere que, em meados dos anos 30, «o banditismo é endémico nos Urais e na Sibéria, principais regiões de deportação e concentração de marginais», sendo um facto que o poder soviético quase não procede a distinções nem a tratamento diferenciado perante criminosos de delito comum e quaisquer outros indivíduos que entenda perseguir como «sabotadores e divisionistas» ou «cúmplices dos serviços secretos das potências estrangeiras».

Ironia das ironias, entre aqueles «indesejáveis» indignos de viverem nas «montras do socialismo» está largo número de militantes do partido comunista que, interpelados em rusgas por vezes à porta de casa, não tendo consigo os documentos necessários, acabam por ser detidos e vão partilhar a mesma sorte dos «inimigos do socialismo». É, aliás, uma exposição a Estaline, feita por um jornalista e membro do partido, Vassilii Arsenievitch Velitchko, sobre inúmeros casos que detectou de militantes e simpatizantes comunistas alvo daquele procedimento, que levará a uma posterior rectificação do «plano grandioso» do então responsável pela polícia política do regime, Genrikh Iagoda.

Numa linguagem de entusiasmo transbordante, Iagoda previa a deportação para a Sibéria e Cazaquistão, em 1933, de dois milhões de «elementos poluentes da sociedade socialista em construção». Entre estes estão os deportados de Nazino – 332 mulheres e 4556 homens. A maioria sem energias para conseguir sequer pôr-se de pé quando chega à ilha.

Provenientes de algumas das principais cidades russas, são deixados em Nazino praticamente sem alimentos ou utensílios, apenas farinha, sementes e algumas pás e picaretas. Era suposto estas pessoas – entre as quais se contam mulheres grávidas, crianças, idosos – construírem as suas habitações e garantirem a sua subsistência, constituírem uma força de trabalho ao serviço do regime, povoando uma das áreas mais remotas, mas também mais ricas em recursos naturais do espaço soviético. Em poucas semanas, uns tentam a fuga em jangadas improvisadas, enquanto a maioria definha inexoravelmente. O poder soviético inventara uma nova forma de massacre.

Estas pessoas, na grande maioria habituadas à vida nas cidades, «não tendo o espírito nem os recursos dos camponeses», como notava um responsável local, não tinham condições para enfrentar a vida numa região inóspita. O resultado será o fracasso abjecto de uma utopia de engenharia social e da máquina policial, política e administrativa de um regime incapaz de se perpetuar no poder excepto pela repressão.

Um dos aspectos que Werth demonstra de forma elucidativa é como o regime soviético procura deliberadamente destruir todas as formas de relacionamento interpessoal e as características da sociedade russa. O objectivo é impedir a expressão da solidariedade inerente ao processo de relacionamento presente em qualquer comunidade e a destruição de qualquer referência civilizacional, reduzindo toda e qualquer pessoa a uma entidade orientada exclusivamente para a sobrevivência e alheia a qualquer tipo de altruísmo, ajuda ou contacto, aspectos constituintes de uma relação social.

Um indivíduo orientado exclusivamente para a sua preservação desrespeita todas as regras e esquece os outros para se defender a si próprio. Esta é uma das características de uma situação de descivilização, como definida por Norbert Elias, que fala de uma série de fenómenos que incrementam a violência e propiciam a crise dos factores de estabilidade e de consistência nas relações sociais. Uma conjuntura marcada por estas características é ideal para o reforço do poder de uma organização que deixa de ter pela frente oposição organizada, núcleos de indivíduos agrupados em torno de interesses e capazes de contestar o monopólio de poder do regime que procurava consolidar-se na Rússia.

Incapaz de gerar os consensos suficientes para prosseguir a mudança social, o partido comunista vai impor as suas regras através de medidas repressivas e de acções punitivas, humilhando e criminalizando, primeiro, e descivilizacionando depois, grupos sociais inteiros. Uma situação de «fracasso da civilização» (Norbert Elias) caracterizada por uma profunda violência transversal a toda a sociedade, dos centros de poder à pessoa mais anónima; com a destruição ou subalternização das regras de referência, a regressão de valores e comportamentos, a negação de direitos civis e políticos desproporcionada face às acusações dirigidas a comportamentos e sectores sociais, que são criminalizados

O partido comunista soviético na época de que se ocupa L’Ile des Cannibales desencadeou um processo que conduzia à anomia política e social, espaço ideal para a aplicação da sua utopia de «despoluição» e «reabilitação» da sociedade. Dois conceitos que mascararam um processo de destruição da liberdade e dignidade humana, da autonomia social e cultural da maioria da população russa, tornada mera refém do regime.
Abel Morais no Causa Liberal


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